Assembleia Municipal de Resende

Município de Resende, Av. Rebelo Moniz, 4660-212 RESENDE

  • Aumentar o tamanho da fonte
  • Tamanho padrão da fonte
  • Diminuir tamanho da fonte

Bem-vindo(s) à Assembleia Municipal de Resende

Versão para impressão

Edifício dos Paços do Concelho

 

Assembleia Municipal de Resende - AMR

Edifício dos Paços do Concelho

Av. Rebelo Moniz, 4660-212 RESENDE

 

Presidente da Assembleia Municipal de Resende: Jorge Machado

Email: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript ativado para o visualizar

 

Mensagem do Presidente da Assembleia Municipal - 25 Abril

Versão para impressão PDF

Presidente da Assembleia Municipal de Resende - Jorge Machado

O Passado, o Presente e que Futuro?

Passaram-se entretanto, quarenta e sete anos sobre o "25 de Abril de 1974"





 

Celebramos este ano o 47º aniversário do acontecimento mais importante ocorrido no século XX e em toda a nossa história contemporânea. O "25 de Abril de 1974".

Porque a idade da Revolução de Abril já encerra em si mesma dimensão histórica, esta intervenção assenta em três pilares cronológicos: o passado, o presente e que futuro? Será também dedicada a todos os menores de 47 anos com especial destaque para todos os jovens autarcas, começando por vos dizer o seguinte:

Até à madrugada do dia 25 de abril de 1974, o povo português vivia exilado dentro da sua própria pátria. As prisões rebentavam pelas costuras com excesso de presos políticos. Havia pessoas detidas sem condenação judicial, acusadas de atividades politicas hostis ao regime que reinava nessa altura. Muitas eram sujeitas a diversos tipos de torturas, praticadas pelos mais insanos carrascos. A imprensa escrita de então não podia ser publicada sem primeiro ser alvo de análise por parte da censura. As mulheres não podiam exercer certas profissões, nomeadamente na magistratura e nas forças de segurança.

Vivíamos em guerra. A fatídica guerra colonial que ceifou a vida a muitos milhares de jovens e outros tantos regressaram marcados pelos encontros da morte, da violência e da injustiça. Foi considerado desde o seu inicio em 1961, um conflito perdido quer ao nível da moral quer ao nível da razão. Para todos os meus colegas ex-combatentes do ultramar, envio-lhes daqui o meu abraço fraterno e àqueles que lá tombaram, a minha sentida homenagem em honra da sua memória. Essa guerra, não havia sido decidida por nenhum parlamento representativo, porque os partidos políticos eram proibidos e o sufrágio era muitíssimo limitado. As pessoas não podiam escolher os deputados e por sua vez os deputados não podiam aprovar nem demitir o Governo. O Presidente da República, as Câmara Municipais e as Juntas de Freguesia não eram eleitas. A Madeira e os Açores não gozavam de qualquer autonomia. Não existia liberdade sindical, como também não havia liberdade de associação e manifestação. O País estava mergulhado numa profunda Ditadura.

O Estado Novo nunca entendeu a evolução dos tempos e, muito em especial, as preocupações de todo um povo cansado da privação da liberdade e de uma guerra colonial longa e muito distante, que todos os dias subtraía ao País parte do seu precioso património, que eram os seus jovens. Mas graças aos inumeráveis resistentes ao fascismo, graças ao movimento dos capitães liderado pelo sempre eterno Salgueiro Maia, graças aos partidos políticos, aos sindicatos, às universidades, às igrejas, às forças armadas do pós-abril, graças também a todos vós, vivemos hoje num Estado de Direito Democrático sem qualquer tipo de condicionalismo ao reserva. Por maior que seja a desilusão provocada por momentos menos positivos vividos ao longo destes 47 anos, não podemos nunca esquecer nem subvalorizar este tempo de liberdade democrática conquistada com muito sangue e muitas lágrimas. Hoje somos livres e há cerca de meio século não o éramos.

O País é hoje uma realidade social, cultural e económica, que nada tem a ver com o Portugal de há 47 anos atrás. Com grande entusiasmo, construiu-se a universalidade na educação, na segurança social e na saúde. Criou-se o SNS ferramenta crucial no combate a esta terrível pandemia. Aprovou-se uma nova Constituição assenta na dignidade da pessoa humana, na liberdade e na defesa dos direitos humanos. Consagrou-se um novo patamar, que possibilitou a igualdade entre homens e mulheres, fazendo-se apelo a uma cidadania organizativa, melhorando-se imenso as condições de vida dos portugueses, nomeadamente na habitação, na saúde, na economia, nos meios de comunicação, nas oportunidades de qualificação para as novas gerações, na solidariedade para com os mais velhos, na participação e na liberdade de expressão. E neste contexto sublinhe-se que uma das grandes conquistas de abril, foi sem dúvida a construção de um poder local democrático, autónomo e representativo dos cidadãos. O poder local tem sido um dos principais fatores de progresso e modernização do País. As Câmaras Municipais e as Juntas de Freguesia têm sido não só a escola da democracia, mas também a base essencial de uma dinâmica cultural que tem criado riqueza, postos de trabalho, receita fiscal e ainda atratividade nacional e internacional. O nosso Município na sua globalidade (Câmara Municipal e Juntas de Freguesia), têm sabido e muito bem, dar sentido a esta temática. Hoje as autarquias, são a base da boa gestão pública e são elas, que têm garantido um patamar de coesão nos nossos territórios, continuando a trabalhar e a trilhar novos caminhos de proximidade em prol, em prol das populações, no que concerne à universalidade de acesso à saúde, ação social, cultura, desporto e lazer. E vem a propósito o que um dia escreveu Miguel Torga: "Há a liberdade de falar e há a liberdade de viver, mas esta liberdade só existe, quando se dá às pessoas a sua irreversível dignidade social." (fim de citação).

Construímos de facto um Estado Social onde no passado havia miséria e desamparo. É certo, que continuamos ainda com muitos problemas. Alguns são novos: o mais grave e mais recente foi o aparecimento sem aviso prévio de uma pandemia, que tantas vidas tem subtraído e tanto sofrimento nos tem causado. Estamos perante um novo modelo de revolução com a qual a ciência tem procurado por todos os meios sair vitoriosa deste tremendo combate. Outro problema é o envelhecimento demográfico e a quebra da natalidade aliada à desertificação humana do interior do País. Mas, também não menos grave, é a vulnerabilidade da nossa economia aos choques financeiros além fronteiras, que destroem toda a arquitetura económico/financeira dos países mais frágeis. Muito recentemente, o nosso País sofreu as consequências desses "terramotos". Mas, como dia o velho Rifão: "é nos momentos difíceis, que se avalia a resistência de um Povo". Nós somos oriundas daquela gente que desbravou mares nunca dantes navegados e que trouxe novos mundos ao mundo. Somos também um povo capaz de cumprir Abril em toda a sua dimensão interdisciplinar. As dificuldade sempre existiram e estas nunca nos derrubaram, porque sempre soubemos fazer das tormentas "Boa Esperança".

Mas esta data histórica, também não pode ser encarada como um ritual retórico, mas sim, construir-se como um imperativo inter-geracional agregador de um ideal Republicano ao serviço da soberania do nosso povo, do seu desenvolvimento sustentável e da sua íntegra independência nacional.

Abril, não foi apenas um sonho de liberdade, o espírito de abril está indelevelmente associado a um conjunto de valores éticos, que beberam a sua inspiração no primado dos princípios da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Princípios estes, que durante os 47 anos de liberdade, nem sempre foram integralmente respeitados. Interrogar-nos-emos então onde estará Abril no futuro? O futuro de nós todos, terá forçosamente de ser construído por todos nós, à volta de um projeto comum realizado em liberdade, em paz, prosperidade, solidariedade e esperança democrática justa com respeito pela diversidade política, cultural e religiosa. Como disse um dia Franklin Roosevelt: "O futuro pertence àqueles que acreditam na nobreza dos seus sonhos" (fim de citação). Direi também que os sonhos que trazemos dentro de nós, também são de liberdade, mas que seja uma liberdade responsável, coerente e pluralista, e que vá de encontro às aspirações dos nossos filhos, dos nossos netos e de toda a geração vindoura.

A Revolução de Abril não é só passado, é também presente e terá sempre futuro. Estou crente que o seu espírito encontrará o seu propósito e o seu conforto no coração de todos os defensores da liberdade.

 

Viva o 25 de Abril, viva Resende, viva Portugal !!!

 

Jorge Machado

Presidente da Assembleia Municipal de Resende

 

Ofício - Convocatória e Edital - Convocatória - 28 de junho de 2021

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF

 

Disponível na secção de DocumentaçãoCirculares / Ofícios / Ano de 2021 o respectivo Ofício - Convocatória - Sessão Ordinária de 28 de JUNHO de 2021 e na secção de Documentação / Editais / Ano de 2021 / Convocatórias o Edital - Convocatória - Sessão Ordinária de 28 de JUNHO de 2021.

atualizado em Sexta, 18 Junho 2021 14:35
 

Documentação para Sessão - 28 de junho de 2021

- Disponível na secção de DownloadsDocumentação das Sessões / Ano de 2021 a Documentação necessária para a Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Resende, a realizar no dia 28 de junho de 2021.

 


Documentos Online

Agenda

Julho 2021
S Q Q Q S D D
28 29 30 1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30 31 1

Visitas ao Site

Visitas [+/-]
Hoje:
Ontem:
Anteontem:
3238
4084
3645

+439

Total de Visitas
Desde 20/09/2008 4 354 615

Mensagem do Presidente

  • Mensagem do Presidente da Assembleia Municipal de Resende
  • Mensagem do Presidente da Assembleia Municipal de Resende
  • Mensagem do Presidente da Assembleia Municipal de Resende
  • Mensagem do Presidente da Assembleia Municipal de Resende
  • Mensagem do Presidente da Assembleia Municipal de Resende
  • Mensagem do Presidente da Assembleia Municipal de Resende
  • Mensagem do Presidente da Assembleia Municipal de Resende

Foto Galeria

  • Assembleia Municipal de Resende
  • Assembleia Municipal de Resende
  • Assembleia Municipal de Resende
  • Assembleia Municipal de Resende
  • Assembleia Municipal de Resende
  • Assembleia Municipal de Resende
  • Assembleia Municipal de Resende
  • Assembleia Municipal de Resende
  • Assembleia Municipal de Resende
  • Assembleia Municipal de Resende
  • Assembleia Municipal de Resende
  • Assembleia Municipal de Resende
  • Assembleia Municipal de Resende
  • Assembleia Municipal de Resende
  • Assembleia Municipal de Resende
  • Assembleia Municipal de Resende
  • Assembleia Municipal de Resende

Iniciar Sessão

Ex.mo membro da Assembleia, por favor coloque as suas credenciais de acesso [login e password], para aceder à sua área privada.

A sua Opinião

O Portal da Assembleia é útil?
 

Estatísticas Gerais

Membros : 116
Conteúdo : 14
Favoritos web : 11
Visualizações de conteúdos : 47902

Quem está Online

Temos 272 visitantes em linha

:: Destaques

- Disponível na secção de DownloadsDocumentação das Sessões / Ano de 2021 a Documentação necessária para a Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Resende, a realizar no dia 28 de junho de 2021.